E eu queria ir pra lá, chegar de surpresa. Beijá-lo e sentir aqueles lábios levemente rosados em minha boca. Sentir aquele perfume da Abercrombie na minha roupa. Eu queria ele. Mas eu não podia te-lo, e a vergonha me deixava? Nunca deixou. Sempre fui alguém imprevisível, ninguém nunca esperou algo de mim. Ninguém nunca quis algo de mim. Sempre fui chamada de encosto. E o por que? Porque eu simplesmente era diferente. Não tinha olhos azuis e cabelos loiros, nem nunca vou ter. Porque eu aprendi a ser eu. Ser a garota estranha e sem corpo perfeito, nem gorda nem magra. Mas eu, eu sou assim. Poucas pessoas ficaram do meu lado quando precisei, quando tudo ficava difícil algumas simplesmente iam e vinham, como trens. Mas quer saber? Não gosto de trens. Quem gosta de trens? Eu não conheço ninguém que goste de trens. E eu que sempre fui um, mudei. Eu cansei de ficar procurando alguém e indo bater de porta em porta procurando alguém que não seja totalmente humano, totalmente frio. Mas chega uma hora que cansa, e eu parei. Esperei, e disse pra mim mesma "quem quiser que venha, eu não vou mais", e quer saber? Foi a melhor coisa que eu fiz. Porque foi algo que fiz pra mim. E era melhor ficar sozinha do que com pessoas que te chamam de encosto, e que ficam com você durante 5 minutos e vão embora.
"Quis contar, mas não valia a pena. Ninguém entenderia."
Flá.
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