terça-feira, 14 de maio de 2013

É um outro alguém

[...]Foi quando ele disse...:

A noite era fria e silenciosa. Era possível escutar apenas, seus passos solitários e as gotas de chuva caindo por toda a cidade, formando assim, uma linda melodia ritmada pelas batidas de seu coração, se não fosse tão melancólica. Era madrugada, a escuridão não à atrapalhava mais, estava acostumada com a falta de cor e sentido a vida desde...
Isso a estava fazendo mal. Nesses últimos dias não sabia o que fazer, havia perdido o seu porto-seguro. À quem mais tinha carinho, quem mais amava. Sentia-se em casa no desconhecido, uma garantia de tudo, que poderia ser perdido em alguns segundos em um abismo, o que só dependia dele. Foi o que ele fez, jogou tudo pro ar. Estava tudo muito cansativo, não sabia se havia mais sentido algum naquilo, que agora nem havia mais nome. Seus pensamentos era essa confusão toda. Ela poderia bloquear o que sentia, mas aquilo era mais forte do que ela, e tão fraco agora para ele (?). Seria melhor para os dois, mas boba foi ela que acreditou tanto no que ele dizia, ingenuamente, e agora saíra ferida, ou melhor, iludida e fudida. Ela sabia  do final disso tudo, sentia, mas preferia não acreditar, apenas um dos grandes erros dos dois. Foi quando ele disse...: " É um outro alguém"

“Podia ter dado certo entre a gente, ou não. Eu nem sei o que é dar certo.”

Jana.

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